Sobre mim

Os meus pais deram-me o nome da minha trisavó Joana, mas o meu pai sempre me disse que eu sou Joana também por causa de Joana d’Arc e Inês por causa de Inês de Castro. Cresci na cidade mas sempre tive uma enorme ligação com a Natureza, e apesar de adorar o mar e a areia das praias, sempre foi no meio do verde das florestas que me senti em casa, eram as árvores que me chamavam.

Com a minha avó materna, Mulher Selvagem, curandeira, aprendi a medicina das plantas, a respeitar a Mãe Terra e a conectar-me com os seus ciclos, a escutar os sons da natureza e a senti-la, porque eu sou ela. A minha avozinha era sábia, observadora, intuitiva. Alguns dos ensinamentos que ela me transmitiu foram quando eu era ainda criança e na altura não fizeram totalmente sentido, mas tenho a certeza que ela sabia que mais tarde eu me iria lembrar de todos eles e senti-los na pele. Ensinamentos esses que lhe foram transmitidos pela minha trisavó, cujo nome é o mesmo que o meu. Fui aquela que ela escolheu para ser a sua maior aluna e para fazer também a minha parte na nossa familia e ao meu redor.

Aprendi com o meu pai a olhar as estrelas e a lua, procurando desvendar as constelações. Com a minha mãe aprendi a cuidar do Outro com Amor.

Sempre adorei dançar, sendo a música um dos meus principais refúgios em todas as fases da vida. A paixão pela leitura e pela escrita (e, bem, pelas Artes em geral) foi transmitida pelo meu pai e pelo meu avô paterno, ambos jornalistas e escritores.

Licenciei-me em Enfermagem e amo o que faço como enfermeira, mas ao fim de quase dois anos a trabalhar em meio hospitalar senti no meu coração que devia enveredar mais profundamente pelas terapias alternativas.

Comecei pelo Reiki, tendo sido iniciada em Agosto, tendo sido um momento de grande transformação. Nesse mesmo ano iniciei a prática de Yoga em Setembro e em Outubro a Ayurveda encontrou-me. Sem saber o que era esta medicina, lancei-me de cabeça no curso de Massagem Ayurvédica Terapêutica e de Relaxamento, e a paixão pela area foi tanta que uns meses depois fazia o curso de Massagem com Pindas Swedana leccionado pelo mesmo professor. Desde então que não deixei de procurar o aprofundamento de conhecimentos na Medicina Indiana. Fiz o segundo nível de Reiki e o curso de Auriculoterapia, que também me abriu os olhos para as maravilhas da Medicina Tradicional Chinesa.

Em 2016 mergulhei profundamente no Sagrado Feminino e desde então que a minha vida me tem apresentado situações que me levam mais e mais fundo. Tornei-me Guardiã do Útero, momento em que também existiram curas profundas em mim de uma forma que eu não poderia imaginar.

Nada disto me pode definir completamente; são apenas partes de mim que aqui partilho e partilharei mais com os artigos que for escrevendo. Limitar-nos a palavras para nos descrevermos é limitar a grandiosidade e complexidade do Ser Humano, sempre em mudança, crescimento, evolução.

Espero que gostes deste meu cantinho.

Namasté